HISTÓRIA
São Tomé E Príncipe

Localização: África Central

Capital: São Tomé

Extensão territorial: 960 Km²

População total – 2012: 171.878 habitantes

Moeda: Dobra

País insular africano, localizado no Atlântico, no Golfo da Guiné, composto por duas ilhas principais (São Tomé e Príncipe) e várias ilhotas, num total de 964 km².

As ilhas deste arquipélago estiveram desabitadas até 1470, quando foram descobertas pelos navegadores portugueses João de Santarém e Pedro Escobar, que lhes deram o nome. Foi uma das primeiras colônias do império português. Situadas a cerca de 300 quilômetros da costa da África, seus portos naturais se transformaram em entreposto para comércio de produtos e, em especial, de escravos que eram capturados ou adquiridos no continente e para ali transportados pelos traficantes portugueses que os vendiam  para espanhóis, franceses, holandeses ou mesmo outros lusitanos que os revendiam para colônias na América. Ali, foi também introduzida a cultura de cana-de-açúcar, sempre utilizando a mão-de-obra escrava para cultivá-la. Entretanto, com o desenvolvimento do ciclo açucareiro no Brasil, as ilhas voltaram a ser basicamente escala para abastecimento de víveres e escravos. Ainda assim, aconteceram ali diversas rebeliões entre os negros. A mais famosa foi o levante e Yoan Gato, liderado pelo escravo de nome Amador, que chegou a controlar dois terços da ilha de São Tomé, até serem vencidos e se refugiarem em quilombos no interior da selva. Muitos portugueses que tinham terras, fecharam seus latifúndios e seguiram para o Brasil, levando seus escravos, que introduziram na colônia o germe da insurreição e da constituição de quilombos no nordeste brasileiro.

Por mais de três séculos a atividade agrícola cessou nas ilhas, só sendo novamente estimulada no Século XIX, com o cultivo de cacau e café. Durante o ciclo de exploração do cacau, foram criadas estruturas administrativas complexas, compostas de vários serviços públicos, tendo a sua frente um chefe de serviço. As decisões tomadas por este, tinham de ser sancionadas pelo Governador da Colônia, que para legislar, auxiliava-se de um Conselho de Governo e de uma Assembléia Legislativa.

Embora a escravatura fosse abolida oficialmente em 1869 (vinte anos antes do Brasil), ela prosseguiu de forma velada, por meio de contratos de longa duração onde os trabalhadores ganhavam salários irrisórios que basicamente pagavam a comida consumida. Isso perdurou até meados do Século XX, gerando, inclusive, um boicote internacional ao cacau escravo produzido nas ilhas.

Durante o governo fascista de Antonio Salazar e Marcelo Caetano, a repressão em São Tomé e Príncipe foi devastadora. Em 1953, mais de mil pessoas foram assassinadas em menos de uma semana, em Batepa.

Em 1960, surgiu um grupo nacionalista opositor ao domínio português. Em 1972, o grupo se transforma no Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe - MLSTP, de cunho marxista. Assim, em 1975, depois da Revolução dos Cravos, em Portugal, e após cerca de 500 anos de colonização, o arquipélago foi tornado livre. Após a independência, foi implantado um regime socialista de partido único sob a alçada do MLSTP.

As propriedades agrícolas, os bancos foram nacionalizados, a medicina foi socializada, criaram uma moeda nacional (a Dobra), tudo isso no bojo de profundas reformas de base.

Em 1985, aconteceu a maior seca da história do país, que forçou um processo de abertura econômica e gradual diminuição do controle do estado sobre a economia.